A
patologia social é visível no interior da sociedade, percebe-se tal
fato pelas transferências de responsabilidades que hoje vemos do
primeiro setor (empresas públicas) para as empresas privadas e sociedade
civil. É notório que o governo não tem vocação para o social, daí o
crescimento do terceiro setor nesta área.
É
inegável que a maioria dos países capitalistas está mergulhada em uma
crise do trabalho social que se manifesta sob a forma de taxas elevadas
de desemprego, de aumento virulento do desemprego de longa duração, que
em muitos casos se transforma em patologia social e em exclusão social
(SINGER, 1999:56).
A
sociedade capitalista interfere constantemente e diretamente no
cotidiano dos trabalhadores, pois as transformações sociais praticadas
por este sistema levam em consideração primeiramente a sua própria
lógica, ou seja, a concentração de renda que se acentua cada vez mais, e
em contrapartida deixando a margem à maioria da população.
A
Sociedade posterior à Revolução Industrial esteve e ainda está numa
constante transformação e a excepcionalidade da forma social que se
instala na sociedade capitalista revela de forma decisiva o seu caráter
patológico. Sabe-se que o fato social é normal quando corresponde às
condições de existência da sociedade. Diante de tais circunstâncias
indagamos se a sociedade como está é possível. Atualmente, os
profissionais que atuam perante os enfrentamentos das questões sociais
têm como desafios também o próprio sistema.

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